Início › Polymarket em português › Como funcionam as odds da Polymarket
Atualizado em 25 de setembro de 2026
Na Polymarket, a “odd” é um preço. Cada cota paga US$ 1 se o resultado acontecer e nada se não acontecer, então uma cota a 62 centavos equivale a cerca de 62% de probabilidade implícita. Esse número mostra quanto os participantes estão pagando naquele momento — não é uma previsão da plataforma. Para ler uma odd com cuidado, vale olhar também o spread, o volume negociado, as regras do mercado e as taxas.
Os preços vão de 0 a US$ 1 e aparecem em centavos; o Polymarket View os mostra como porcentagens. Uma cota “sim” a 35 centavos indica cerca de 35% de chance, antes de taxas e do spread. Todo resultado tem também o lado “não”, e como um dos dois sempre vence, as cotas “sim” e “não” juntas valem US$ 1: comprar “não” a 30 centavos é a mesma aposta que vender “sim” a 70, tirando taxas e spread.
Para quem está acostumado com as odds decimais das casas de apostas, a conversão é direta: a probabilidade implícita é 1 dividido pela odd. Uma odd de 2,00 corresponde a 50% (uma cota a 50 centavos); 1,25 corresponde a 80%; 2,50, a 40%. A diferença é que, numa casa de apostas, as probabilidades dos dois lados somam mais de 100% — o excedente é a margem da casa.
Veja também: Conversor de odds de casas de apostas (em inglês) · Probabilidade implícita no glossário (em inglês)
Cada mercado tem um livro de ofertas, com ordens de compra (bids) e de venda (asks). O spread é a distância entre a melhor oferta de compra e a melhor oferta de venda. A probabilidade que a Polymarket exibe é o ponto médio entre as duas; quando o spread passa de 10 centavos, ela mostra o último negócio.
Quem compra na hora paga o preço de venda (ask) — e mais, se a ordem for maior do que a quantidade disponível no melhor preço —, além da taxa de taker. Mercados líquidos costumam ter spread de 1 centavo; nos pouco negociados, ele pode chegar a vários centavos. Preços perto de 1 ou de 99 centavos muitas vezes refletem só o último negócio, por isso vale conferir o livro de ofertas.
Veja também: Como ler o livro de ofertas (em inglês)
Volume é o valor total negociado num mercado durante um período. Volume alto costuma indicar mais atenção e preços mais confiáveis, mas não garante acerto. Na prática, o que mais pesa é a liquidez: num mercado com pouco dinheiro, uma única ordem pode mexer bastante no preço. Em 25 de setembro de 2026, dos 1.092 mercados ativos acompanhados pelo Polymarket View, só 26 tinham negociado mais de US$ 100 mil nas 24 horas anteriores, e 939 tinham negociado menos de US$ 10 mil.
Veja também: Odds de hoje com volume de 24 horas
Num mercado em que só um resultado vence — quem ganha uma eleição, por exemplo —, cada opção é um mercado de sim ou não próprio. A soma dos preços fica perto de 100%, mas raramente bate: os valores exibidos são pontos médios ou últimos negócios, e spreads e taxas empurram a soma um pouco para cima. Isso é normal e não representa dinheiro fácil; uma soma bem abaixo de 100% costuma indicar que faltam resultados na lista ou que alguns quase não são negociados.
Para comparar opções na mesma base, dá para normalizar: divida cada preço pela soma de todos. Se quatro resultados custam 52, 31, 14 e 6 centavos, a soma é 103%, e o primeiro, normalizado, fica em 52 ÷ 103 ≈ 50,5%.
Veja também: Calculadora de overround (em inglês) · Mercados com vários resultados (em inglês)
O Polymarket View mede isso num estudo refeito toda semana. Na amostra coletada em 24 de setembro de 2026 — 1.918 mercados resolvidos de 225 eventos de alto volume, encerrados entre 25 de setembro de 2025 e 21 de setembro de 2026 —, os preços de uma semana antes do fechamento bateram com o que aconteceu: em 9 de 10 faixas de preço, a diferença entre o preço médio e a frequência real ficou dentro do ruído estatístico normal. A exceção foi a faixa de 0 a 10%, em que os resultados aconteceram 3,9% das vezes, contra um preço médio de 1,7%.
Resultados cotados a 50% ou mais uma semana antes aconteceram 75% das vezes. A precisão também melhora perto do fim: nos 1.370 mercados com preço nos três momentos, o Brier score — em que 0 é perfeito e dizer sempre 50% marca 0,25 — foi de 0,087 um mês antes do fechamento, 0,063 uma semana antes e 0,046 um dia antes. Favoritos também perdem: dos 62 resultados cotados a 90% ou mais uma semana antes, 3 não aconteceram. Dentro da amostra, mais volume não trouxe diferença clara de precisão.
Veja também: Estudo: o quanto a Polymarket acerta (em inglês) · Um favorito de 90% pode perder? (em inglês)
Na Polymarket.com, quem executa contra o livro (taker) paga cotas × alíquota × p × (1 − p), em que p é o preço; quem deixa uma ordem limitada no livro (maker) não paga. A alíquota depende da categoria: em 25 de setembro de 2026, ia de 0% a 7% — os mercados de cripto tinham a maior, e os de geopolítica não cobravam. Em dólares, a taxa é máxima a 50 centavos; em proporção ao valor pago, pesa mais nos resultados improváveis: num mercado de 4%, equivale a 3,6% do valor a 10 centavos e a 0,4% a 90 centavos.
Veja também: Taxas da Polymarket e calculadora (em inglês)
Não. Quer dizer que os participantes pagam cerca de 70 centavos por uma cota que vale US$ 1 se o resultado acontecer. Num mercado bem calibrado, resultados cotados a 70% acontecem cerca de 70% das vezes — ou seja, falham em torno de 3 em cada 10.
Porque a probabilidade exibida é o ponto médio do spread (ou o último negócio, quando o spread é largo). Quem compra na hora paga o preço de venda (ask), mais a taxa de taker.
Não. São preços que refletem o dinheiro que os participantes colocam em cada resultado e podem mudar em minutos. Não são uma pesquisa nem uma previsão da Polymarket.
O que é a Polymarket e como funciona · A Polymarket funciona no Brasil?
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